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​"Flertes nada fatais" - parte v

A página em nosso site com uma coleção de encontros frustrados e flertes quase letais ...

#20 – SEMPRE LIVRE

 

“Era uma adolescente no nono ano e morria de amores por um garoto do primeiro colegial que se chamava Adriano.

Todas as entradas, intervalos e saídas eu ficava stalkeando o coitado e imaginando como seria a primeira vez que ele me daria oi.

Certa vez, meu amor platônico começou a se aproximar como se fosse conversar comigo e quando ele estava chegando bem perto, eu saí andando como se fosse uma pessoa difícil de se conquistar. Repeti este movimento durante um dia inteiro de aula.

No momento da saída o vi descendo o rampão da escola a milhão, na tentativa de me alcançar e eu ia ensaiando na mente o que responderia quando ele aparecesse.

Meu coração acelerado e meu sorriso foi logo interrompido quando ele gritou: ‘hey menina, tô atrás de você o dia todo, toma aqui o pacote de absorvente que você deixou cair na entrada’. Eu peguei aquele pacote gigante laranja e dali por diante fiquei conhecida na escola como a ‘garota sempre livre’”.

 

 

#21- SUPLEMENTAÇÃO ALIMENTAR

 

“Estava saindo com uma moça bem bacana e bonita já tinha um tempinho e as coisas começaram a esquentar entre nós.

Demoramos um pouco para irmos para os finalmentes e eu confesso que não compreendia o exato porquê, mas deixei as coisas fluírem.

Na hora do fight, as pré-eliminares estavam sensacionais, até eu deslizar a minha língua sobre os m@amil0s dela e sentir algo de repuxar a boca e secar a saliva.

Veio aquele gosto de bebida quente amarga.

Podia ser um creme diferente? Podia!

Podia até ser um azedo de suor? Podia né, afinal na hora do ‘rala e rola’ muito vale.

Mas não, era o puro gosto do leite materno!

Quem sabe numa próxima eu não sou avisado e vou preparado deixando debaixo da minha língua uma colher de Toddy ou Nescau.

 

 

#22 – O RESTO NÃO IMPORTA

 

“Pegava um boy magia gatíssimo na balada, tipo uns beijos e íamos cada um pro seu lado. Uma noite, me mandou mensagem convidando para vivermos uma experiência gastronômica incrível, de acordo com as palavras dele. Ele marcou a saída para um horário bem tarde e eu não quis contrariar pois pensei na sequência que ele iria me enfiar num pernoite por aí e gostei da ideia. Quando chegamos no restaurante, ele havia feito uma mega surpresa, só estávamos nós dois e uns funcionários limpando como se fossem fechar o lugar. A comida estava deliciosa, porém eu não compreendi porque ele já havia escolhido o menu, mas como amava risoto, não reclamei. Na hora de pagar ele se dirigiu direto ao caixa e eu não fiquei observando exatamente como ele pagou. Finalizamos a noite indo cada um pra sua casa, uns amassos no carro e nada mais. Eu não havia entendido nada e como o clima havia miado, nunca mais ficamos. Eis que um dia, estava na mesma balada de sempre, sentada no bar e escutei uma guria apontando para ele e comentando que ele era garçom em um restaurante lá perto e levava todas para comer os restos após o expediente e só havia descoberto por que no suposto risoto dela tinha o caroço solto de uma azeitona inexistente”.

 

 

#23 – PERFUME DE ROSAS

 

“Meu primeiro beijo quando era pré-adolescente foi marcado para ser em uma parede atrás da quadrinha da escola. Estudava no período da tarde e antes de ir rumo ao encontro de línguas, me perfumei sem parar com os cremes e loções da minha mãe, passei um gloss daqueles grudentos de cereja e partiu...beijo! Tudo ocorrendo conforme o combinado, chegou a hora combinada e lá fui eu encontrar o gatinho. Antes de me engolir, ele lança que aquele cheiro estava forte no ar. Eu continuei me achando e tudo ocorreu nos conformes. Pós beijo fui para sala de aula e todo mundo comentando que alguém tinha pisado em cocô de cachorro. Levantei o tênis e eureca! Era o meu sapato, pura bosta! O único cheiro que o coitado sentiu o beijo todo”.

 

 

#24 – BORBULHAS DE AMOR

 

“No Dia dos Namorados, meu boy foi me buscar correndo no salão onde sou cabelereiro e fomos para o m0t&l comemorar a data. Como somos um casal homoafetivo, fizemos uma gracinha e pedimos pela suíte 24, que era por sinal chiquíssima e caríssima, mas valeria a pena. Como foi tudo muito corrido acabei não fazendo a chuca, mas na hora do amorzinho deu tudo certo. Pós ato, fomos descansar na hidro deliciosa e cheia de luzes quando comecei a cochilar. Estava exausto e acabei cochilando e acordei sentindo uns sais de banho diferentes, sim de fato, eram dejetos fecais borbulhantes”.

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