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​"Flertes nada fatais" - parte ii

A página em nosso site com uma coleção de encontros frustrados e flertes quase letais ...

#5 – “O BELO ADORMECIDO”

“Era apaixonada por um cara lindo e via que a mulherada que saia com ele discretamente comentava que era tudo ótimo, mas impossível passar uma noite completa com esse ser.
Fiquei curiosa e por coincidência, minha melhor amiga saía com o amigo dele.
Papo vai, papo vem, começamos a ficar.
Primeiro “rala e rola” deu bom e foi tudo lindo, eis que começamos a nos gostar mais a fundo e a namorar.
Na primeira noite em que fomos dormir o período todo juntos, havia até me esquecido dos boatos antigos das ex. Estou eu lá, dormindo plena e feliz, quando começo a escutar movimentos bruscos e estranhos.
Lá estava ele, de pé, pelado, fazendo muita força e ...segurando a parede!
Sim meus caros, ele era sonâmbulo e ficava perambulando a noite toda.
Como já estava apaixonada, isso não foi empecilho nenhum para seguirmos o nosso relacionamento.
Resumindo: casamo-nos e nesses nove anos às vezes rola ter que pegá-lo do chão, ou acordar com ele parado em pé em frente a porta mandando as entidades do mal embora. Ah, vale lembrar que nada se compara ao dia em que ele ficou assistindo futebol antes de adormecer e a noite toda tocava bola na sala e do nada, absolutamente nada, saiu correndo para me chutar e ainda me xingou pela minha falta de desempenho com a bola. 
Cartão vermelho pro Belo Adormecido”.

#6 – “CINQUENTA TONS DE VERDE”

“Após um período divorciada, era a primeira vez que estava saindo com um cara.
Estava perdidamente apaixonada e ele tentando corresponder a altura, me levou para viajar. 
Na viagem, tudo estava saindo melhor do que o planejado e veio a infeliz decisão de jantarmos em um rodízio de frutos do mar requintado regados com muito álcool da melhor qualidade.
Sem alergias, só alegrias e felizes voltamos para o hotel.
Depois do momento sedução, senti que minha barriga estava fazendo barulhos esquisitos e pensei no mesmo momento que caso viesse a ter uma dorzinha de barriga, no sigilo me levantaria na madrugada e sem ele ouvir ou sentir o aroma, iria para o plano caganeira secreta.
Tornei a dormir e a dor misteriosamente passou. 
Na calada da noite, comecei a sentir ele me dando beijinhos e tentando me acordar com um suposto romantismo.
Quando fui acordando, fui sentindo que tinha algo errado, parecia que algo estava molhado e cheguei a pensar que ele havia me carregado para a banheira.
Estava mesmo tudo inundado...de merda!
Sim pessoal, eu caguei na cama em cinquenta tons de verde.

Nem preciso falar que o encanto acabou naquele dia, né? Só ficou a lição de frutos sem sal de frutas nunca mais”.

 

#7 – “ENDEREÇO POSTAL”

“Tenho um esposo muito ciumento e evito dar liberdade desnecessária às pessoas a fim de evitar crises no relacionamento e paralelamente tenho uma dificuldade em mexer nas redes sociais e acabo deixando tudo aberto e aceitando sem querer pessoas que nem conheço.
Pois bem, havíamos trabalhado o dia todo até dez horas da noite e chegamos em casa exaustos. Após banho e jantar, fomos para a cama dormir.
Um silêncio mortal no quarto, eis que vibra meu celular.
Ele logo pergunta quem seria e eu o mando verificar pois poderia ser uma emergência.
Emergência? Que nada! Era a seguinte frase no Instagram Direct de um moço mais jovem e lindo que dizia: MAS E AÍ, VOCÊ MORA AONDE?
E lá se foram seis meses discutindo e tentando provar pro maridão que nunca tinha nem visto, nem conversado com aquele ser alienado.
Ele por fim acreditou, mas toda crise ou briga no casório se resume a: VAI LÁ MORAR COM O CARA DO INSTAGRAM.
Oremos!”.

#8 - “GOLPEADO NO PEITO”

“Devido a minha religião não podemos ter relação sexual antes do nosso casamento e foi algo que eu de fato segui, é ... parcialmente.
Quando era mais novinha estava gamada em um menino super popular e na medida em que as coisas foram ficando mais quentes, decidi que precisava contar pra ele que não podia ter atividades calientes mais profundas.
Não bastando mais todas as preliminares, ele me deu a ideia de rolar um furico.
Muito ingênua, e toda afim, lá fui eu né e o momento rolou, razoavelmente doloroso, mas rolou.
Notei ele meio sem graça, não entendi muito bem pois achei que tinha arrasado na performance liberalista e fui embora.
No dia seguinte, fui à sorveteria com minha amiga e uns meninos se sentaram ao nosso lado e começaram a rir contando uma história sobre uma moça crente que tinha ido emprestar o buraco pro amigo deles e quando ele tirou o instrumento voou um pedaço de tolete seco e enorme bem no peito dele mas como tinha caído depois no chão a entupida nem percebeu.
Eu guardei no bolso minha dignidade, fui embora da sorveteria e nunca mais vi o menino, graças a: Deus, Jeová e todos os santos”.

#9 – “O PRIMO DO INTERIOR”

“Em uma festa conheci o primo gatinho de uma antiga colega de trabalho minha e rolou um clima muito bacana, ficamos e depois seguimos nos falando pelo WhatsApp pois ele morava em uma cidade distante no interior de São Paulo. 
Um dia a moto do pobre coitadinho quebrou e ele estava sem grana para o conserto, mas como eu estava em um mês bom decidi mandar uma quantia para ajudar. Outra vez, havia tido o dinheiro retido no banco e eu tratei de transferir um pouco. Ele também dizia estar juntando um money pra vir me visitar em São Paulo e eu enviava pix contribuindo para o rolê dar certo.
Seguimos nos envolvendo mais emocionalmente e não aguentei mais esperar que ele viesse então decidi fazer uma surpresa: aluguei um quarto de hotel, comprei uma passagem para nove horas de estrada busão e lá fui eu...
Conversei com ele o percurso todo, fingindo estar em casa, e ele super fofo como sempre. Quando estava chegando, resolvi mandar uma mensagem para ele me pegar de moto na rodoviária revelando minha localização real e então ele começou a mudar. 
Além de ter demorado, ele foi a pé e não parecia confortável com aquela situação.
Ao me deixar toda suada, de mala e cuia no hotel, disse que estava assustado com a minha chegada e não estava preparado para um relacionamento daquele tipo, mas se eu quisesse o corpinho nu dele, ele poderia me encontrar a noite no próprio hotel sem sair na rua, todas as noites.
Percebi que tinha algo errado e fui logo imaginando que era casado ou tinha três filhos para pagar pensão.
Que nada! Bastou adicionar uns ex-colegas de trabalho nas redes sociais para descobrir que ele era uma pessoa fake, e jamais primo da minha colega. Na verdade, ele e ela eram namorados e dividiam todo o dinheiro que eu mandava.
Isso mesmo, estelionatários e ele ainda queria trair a falsa prima comigo!”. 

 

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